Por que indivíduos de classe baixa mesmo comprando produtos de marcas caras continuam parecendo pobres?

abril 15, 2012
Essa pergunta parece ser interessante para pensarmos um pouco, ainda que de forma introdutória ou superficial e sem muito rigor sociológico…
É comum notarmos que indivíduos pobres, moradores das periferias (me refiro aqui as periferias pobres) de nossas cidades, mesmo quando usam roupas de marca caras, relógio e óculos de grife continuam com aspectos de moradores da periferia. Por que isso? Não usam eles tais roupas, óculos, relógios, e acessórios de grifes importantes justamente para parecerem ricos ou, pelo menos, de classe média? Para pensar tal situação acredito que o conceito de habitus, de Pierre Bourdieu, nos ajuda a iniciar uma reflexão a respeito.
Para Bourdieu, cada classe social possui seu habitus próprio (devido suas experiências sociais), o que o leva a perceber o mundo social de forma particular, levando-o a agir também de forma particular. Assim cada classe social possuiria, na perspectivas deste autor, modos de agir, pensar e sentir diferentes.
Quando a mídia busca influenciar os indivíduos a um comportamento de consumo aparentemente padrão (como, por exemplo, a forma de vestir o corpo) o resultado se materializa de forma diferenciada sobre cada classe social. Isso ocorre devido tais classes absorverem (devido seushabitus distintos) essas mensagens a partir de “seu mundo próprio”. A mensagem é a mesmo, a compreensão desta que muda de classe para classe (certamente varia de indivíduo para indivíduo, mas de forma menos intensa).
Posto isto, começamos a ter uma indicação do porquê da situação posta inicialmente. Quando o indivíduo de uma dada classe social absorve uma propaganda (que o influencia a comprar uma dada roupa de marca cara), à  absorve de sua maneira, a partir da forma com que percebe o mundo social (ou melhor, da maneira de sua classe social). Assim, cada classe social, sob a mesma influência, recebe a influência midiática de forma diferenciada e o resultado será igualmente diversos, próprio da classe social. Assim, o celular comprado pelo menino da periferia pobre será usado da forma que julgar mais adequado [como por exemplo, ligar o som dentro de um ônibus para que todos ouçam].

Por mais que comprem determinados produtos típicos (inicialmente) de classe social mais elevada, continuará com aspecto de pobre. Por mais que a roupa, o carro (como na foto) indique um padrão social de classe médio, outros sinais (de classe baixa) continuam sendo emitidos viahabitus.

A “piriquete”, por exemplo, parece ser uma absorção de uma propaganda (muitas vezes via telenovelas), que vende um ideal de mulher poderosa, chic, fina, “com classe”, sempre frequentando festas importantes e de “auto nível”, independente… A mulher, desprovida de educação escolar, residente da periferia pobre, sem “gosto refinado” e incapacitada de frequentar festas de “auto nível”, de comprar as mesmas roupas daquela, absorve a propaganda a partir de sua perspectiva de mundo, de acordo com suas possibilidades, e sem se desprender de seus costumes anteriores (como a exibição do corpo, as constantes “ficadas”, etc.), tornando o resultado final (desta “imitação”) diferente da típica “mulher poderosa” das telenovelas globais (visto que é, geralmente por esse meio que elas tem acesso ao suposto perfil da mulher poderosa): nasce, assim, a piriquete
Vi no café com sociologia.

Pelé Eterno

março 6, 2012

No último mês de janeiro eu tive a oportunidade de estar assistindo alguns filmes que eu já tinha feito previamente o download aqui em casa e que eu estava me prometendo ver…

Pelé eterno foi um dos primeiros a serem vistos;

O filme é extenso, são quase três horas de duração que conta detalhadamente as glórias do rei do futebol. O filme é detalhado, mas não é aquela coisa maçante que você não vê a hora de acabar, o filme é calmo, bem construído, com filmagens originais, reconstituições, e o mais impressionante de todos, relatos.

É incrível como o Rei Pelé é amado por todos do mundo da bola, muito contrário do que acontece com os novos meninos da bola do Santos, que conseguem ser amados e odiados ao mesmo tempo.

Vou deixar o trailer para que vocês possam ter uma noção prévia deste maravilhoso filme;

 

http://www.youtube.com/watch?v=B1-v5n8-hxw

Obs: Seu download é fácil em qualquer portal da internet.

Abrç. Bruno.


Quem vê pensa…

fevereiro 29, 2012
Florianópolis, 27 de fevereiro de 2012
Família da Educação,
Em janeiro de 2011, quando assumi o cargo de Secretário de Estado da Educação, juntamente com o Senhor Governador Raimundo Colombo, comprometemo-nos a ampliar as conquistas e avanços, da Educação em Santa Catarina. Por isso, logo no início, elegi como prioridade a valorização dos professores, estudantes,  gestores e da escola, como um todo.
Não podemos negar que encontramos dificuldades para implementar essas ações em 2011. Primeiro, foi a montagem da equipe, em virtude da estrutura da SED ser muito descentralizada. Em seguida, surgiu a greve pela implantação do Piso Nacional do Magistério, há tempos reivindicado pela categoria, uma conquista merecedora. O fato exigiu grandes esforços, porque não podíamos ultrapassar os limites orçamentários do Estado. Conduzimos as negociações da melhor forma possível. O diálogo foi o elemento preponderante. Para minha satisfação, conseguimos pagar o Piso, mantendo os percentuais de Regência de Classe. O que melhorou, consideravelmente, a remuneração de todos os profissionais da categoria; lembrando que o aumento variou entre 30% e 70%. É preciso considerar também os ganhos que virão com o novo Plano de Carreira do Magistério, resultado do Grupo de Trabalho, formado por representantes do Governo, Sinte e Assembleia Legislativa.
Apesar das dificuldades, foi possível desenvolver inúmeras ações.
Preocupado com os 72 mil jovens, com idade entre 15 e 17 anos, ainda matriculados no Ensino Fundamental e com os mais de 53 mil que estão fora da escola, propus o desenvolvimento de três programas fundamentais para 2012:
1.  Correção de Fluxo: projeto voltado ao aperfeiçoamento das habilidades de: leitura, escrita e cálculo, atendendo 20 mil estudantes do Ensino Fundamental, com distorção idade/série;
2.  Recuperação de Estudos: projeto que atende aos estudantes com problemas de aprendizagem, possibilitando que continuem os estudos na idade/série adequada;
3.  Ensino Médio Integral: programa inovador. Atenderá, em período integral, cerca de 17.500 jovens, em 100 unidades escolares. Oferece um currículo diferenciado que propiciará a inserção do aluno no mundo profissional. Os estudantes ficam 9 (nove) horas diárias na instituição escolar, recebendo conhecimentos e preparação para a vida.  O objetivo deste grandioso projeto é atingir 50% dos alunos do ensino médio, até o final deste Governo.
Na constante busca pela qualificação da gestão pedagógica da escola e sabedor da importância do trabalho dos Assistentes Técnico-pedagógicos (ATPs) e dos Especialistas em Assuntos Educacionais nesta tarefa, foi planejado um processo de formação continuada que teve, como primeiro passo, a efetivação do I Seminário Catarinense dos Articuladores Pedagógicos. No evento, mais de 2.000 profissionais foram desafiados a assumir o papel de coordenadores pedagógicos, a fim de contribuir no acompanhamento da aprendizagem dos educandos e no fortalecimento das ações didático-pedagógicas da escola.
No final do Seminário, nos comprometemos a adquirir uma coleção de livros versando sobre o papel do Coordenador Pedagógico, para subsidiar o aprofundamento e estudo da temática.
No que tange a infraestrutura escolar, está em execução um detalhado diagnóstico da situação física das nossas escolas. Serão construídos novos prédios, para atender a demanda do Ensino Médio e da Educação Profissional. Além disso, em parceria com as Secretarias de Desenvolvimento Regional, estamos promovendo um amplo programa de ampliação e reforma das unidades escolares. O Investimento desprendido, para por em prática este programa, superou, em 2011, o valor de R$ 83 milhões, totalizando mais de 340 obras concluídas. Este ano,  a meta é a conclusão de 343 obras, num montante de R$ 181.821.768,26.
Na área da Educação Profissionalizante em nosso Estado, para ampliá-la e fortalecê-la, estamos construindo oito (8) novas unidades de CEDUPs (Centros de Educação Profissional) em: Abdon Batista, Curitibanos, Guaramirim, Mafra, Rio do Sul, Timbó, São Bento do Sul e Rio Fortuna. Faremos um investimento, nestas obras, no valor de R$ 45.753.764,56. Além da ampliação da oferta de vagas nos CEDUPs, pactuamos, com o Ministério da Educação, a implementação do Pronatec-Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, em parceria com instituições ofertantes (Senai, Senac, IFC, IFSC), para oferecer 8.900 vagas de cursos técnicos e, aproximadamente, 4.000 vagas de cursos de formação inicial e continuada/FIC para o primeiro semestre de 2012.
Neste primeiro bimestre, iniciamos a construção de 11 novas escolas de Ensino Médio, nas cidades de Bom Retiro, Chapecó (indígena), Guarujá do Sul, Jaraguá do Sul, Itapiranga, Piratuba, Rio dos Cedros, Timbé do Sul e Turvo, perfazendo um investimento total de R$ 59.901.347,46.
Priorizamos a busca de recursos, junto ao Ministério da Educação, para a construção de novas escolas. Obtivemos a liberação de mais de R$ 59.204.529,18, para a construção de nove (9) novas escolas em: Araquari, Chapecó, Dionísio Cerqueira, Garopaba, Indaial, Itajaí (3) e Navegantes todas  em processo licitatório. Encontram-se em fase final de aprovação e liberação para assinatura de convênio, outras 15 unidades escolares no valor estimado de R$ 98 milhões, que serão edificadas nos municípios de: Joinville (4), Palhoça (2), Curitibanos, Irani, Barra Velha, São Francisco do Sul, Blumenau, Morro Grande, Balneário Camboriú, Rio das Antas e Videira. Também foram aprovadas as construções de 105 quadras poliesportivas cobertas, no valor de R$ 40 milhões, que beneficiarão a comunidade escolar de vários municípios catarinenses. Portanto, os investimentos em infraestrutura escolar ultrapassam a soma de R$ 560 milhões.
Salientamos que colocamos em prática a transferência gradual do Ensino Fundamental aos municípios catarinenses, por meio da descentralização dos recursos per capita equivalentes. Por conta disso, serão repassados, neste ano, aproximadamente R$ 40 milhões, para os 61 municípios que aderiram ao programa.
Investimos também na compra de mobiliário para as unidades escolares,  e adquirimos relevante quantidade de material para suprir as necessidades nas práticas desportivas. Adquirimos, também, computadores, ventiladores, aparelhos de ar condicionado, para dar maior conforto aos professores e estudantes, nas salas de aula, além da distribuição de 600 mil Kits de material escolar.
Preocupados com a formação psicossocial e intelectual de nossos jovens, desenvolvemos programas e adquirimos materiais didático-pedagógicos para: o combate às drogas (paz nas escolas); orientação e prevenção ao bulliyng e à obesidade; jogos para o desenvolvimento do raciocínio; metodologia para a aprendizagem do empreendedorismo e da educação ambiental; enfrentamento das discriminações étnico-raciais; reforço escolar e  material específico objetivando a  preparação para o Vestibular.
Os projetos de informatização das salas de aulas e de aquisição de metodologia para o aprendizado da língua inglesa nas escolas de Ensino Médio em tempo integral, deixamos encaminhados. Também providenciamos a formação continuada para mais de quatro mil professores que atuam com o Programa de Correção de Fluxo e recuperação de estudos. Está com o Governador, esperando ser sancionado, Decreto em que criamos o programa de repasse de recursos financeiros diretamente às unidades escolares (Dinheiro Direto na Escola). O programa destinará R$ 12 milhões às escolas, para investirem em suas necessidades  emergentes.
Faço notar que foram muitas conquistas. Todas nos gratificam muito, tendo em vista o que fiz em Joinville, quando prefeito. Reitero que essas, e muitas outras, ações só foram possíveis graças ao envolvimento colaborativo dos profissionais da Família da Educação de Santa Catarina.
Agradeço ao Governador e ao meu Partido pela oportunidade de trabalhar, nesse período, frente à Secretaria de Estado da Educação. Na Secretaria, conheci e pude aprender melhor as questões inerentes ao setor educacional catarinense. Houve crescimento e amadurecimento enquanto ser humano; porém, o melhor foi ter conhecido vocês, essa maravilhosa equipe da SED; os Secretários e Secretárias Regionais; os Gerentes de Educação junto com suas equipes e, por fim, os valorosos professores que enaltecem e engrandecem a Educação do nosso Estado, no cenário nacional. Peço escusas por erros e incompreensões cometidas.
Saio de cabeça erguida, pela porta da frente, por onde entrei, sem nenhum ressentimento ou mágoa e com a sensação do dever cumprido. Entretanto, saio com o coração partido em ter que deixá-los, Família da Educação. Tenho certeza que Deus estará protegendo a todos. E quem sabe para mim, Deus está reservando outra missão importante. O tempo dirá.
Muito obrigado, e um forte e carinhoso abraço,
Marco Tebaldi
Deputado Federal Licenciado e Secretário de Estado da Educação

Anima Mundi

fevereiro 23, 2012

Tricolor, 76

janeiro 4, 2012

Maravilhoso texto do jornalista Rica Perrone.

Nascido para ser especial, o São Paulo completa hoje 76 anos. De todos os grandes do país, o mais novo. De todos eles, talvez, o mais vencedor. Não vou taxar como sendo, afinal, não posso determinar valores para todos os campeonatos conforme minha cabeça. Mas, como sempre digo, títulos são importantes, mas não tudo.

Importante pra qualquer marca apaixonante é manter sempre sua raiz e sua filosofia. Algumas vivem de paixão, o São Paulo vive mais de razão.

Você pode ouvir um rival dizer que o São Paulo é o time mais “sem graça” do país. E talvez seja, pois ser sãopaulino é tão fácil e divertido que para os demais não tenha graça.

Se a graça pra maioria é aquele sobe e desce, aquele medo de cair, aquele ano catastrófico, aquelas páginas policiais em meio ao noticiário esportivo… pro sãopaulino nada disso faz parte.

Títulos, no Morumbi, são conquistados com todos os “porques” do mundo. Títulos, por aí, vem do além.

Você não sabe me explicar como o Flu saiu da série C e foi campeão Brasileiro. Nem como o Flamengo ganhou com um ex-jogador aposentado no elenco. Você não consegue entender como Tupãzinho e Wilson Mano ganharam de todo mundo, talvez nem como o tal do Grêmio foi onde foi com Arílson, Jardel, Dinho e Goiano.

Talvez você não saiba, mas eles sabem. E assim como vocês não entendem o sãopaulino, só ele se entende.

E ele se entende sozinho, não em grupo. Em bando, criticam como se houvesse uma crise em ser terceiro colocado, sem títulos há 3 anos. Na presença de outros, enchem o peito e sequer abrem espaço pra discussão.

Estádio? Eu tenho. Clube? Eu tenho. Libertadores? Tenho 3. Mundial? Tenho 3.  Ídolos? Tenho de monte. Perspectiva? Mais ainda.

O que pode ser mais irritante do que discutir com um sãopaulino?

É como aquele ator famoso, rico, bonito e competente. Você não tem como atingi-lo, portanto, o chama de viado.

E assim, surge o Bambi.

Dane-se o Bambi. No fundo, é engraçado. Até porque, o apelido de “fresco”, “viadinho”, etc, sempre cai no mais “riquinho”. E quem é esse?

Ah Tricolor…

Dos meus 33 anos, passei a maior parte dele te assistindo, torcendo, xingando, entendendo e até trabalhando a toa por você.

Virei jornalista, cresci, passei a ter relacionamento com todos os clubes e torcidas e vi que, de fato, são diferentes.

Você, chato de doer na alma, tem razão até quando erra. Mas é seu. É parte do “tipo” que o fez gigante. Que assim seja.

Se alguns fazem uso do sofrimento e da dor para despertar paixão, você faz uso da falta deles pra usar a razão.

Os méritos de ser o que é hoje começam em pessoas preocupadas com a postura. No São Paulo, até hoje, há uma forte corrente contra qualquer problema vazar. Fica errado, mas não deixem ver que erramos.

Certo, errado? Sei lá, este é o São Paulo. E funciona.

Aos 76 anos, o que falta? O que buscar?

Dizem que a torcida do São Paulo não é apaixonada, e não é mesmo. Sim, estou generalizando, da mesma forma de quando faço um elogio, pois é assim que tratamos “culturas”  e “grupos de pessoas”.

Sãopaulino acha que sofre, mas não sofre. Acha que sabe o que é a dor de um torcedor, mas não sabe.

Acha que é igual os outros, mas não é.

E não é pelo simples motivo de torcer por algo diferente dos outros.

Sãopaulinos são chatos, pois podem ser chatos.

Eu sou sãopaulino, e sou chato. Exigente como todos eles, com a diferença de ter que expor perante os demais as mesmas criticas que por uma questão cultural não devem jamais sairem daqueles portões.

Hoje o Tricolor faz 76 anos. Permitam-me chama-lo de “meu”, pois acho que tenho créditos por ser imparcial o ano todo e não fazer uso de minhas paixões para escrever.

Meu Sào Paulo, clube que me fez conhecer futebol desde 1 ano de idade, clube onde cresci e passei enorme parte da minha vida, vira o ano e faz aniversário com carinha de triste.

Triste porque não foi o primeiro. Longe de ser um dos últimos, o que pra ele não costuma nem estar entre as possibilidades.

Exigente, arrogante por histórico e conquistas, segue de cabeça erguida chamando de tragédia o que muitos chamam de “bom ano”.

É o padrão Tricolor de qualidade.

Padrão que tende a ser seguido, até ultrapassado, pois é assim o ciclo do futebol.

Não me importa se ganha ou perde, me importa que seja e se poste como São Paulo.

Nunca fui ao Morumbi ver o São Paulo ganhar. Isso, pra mim, é coisa de torcedorzinho. Vou ver o São Paulo jogar. Se ganhar, ótimo.

E se ganha sem jogar, fico tão puto quanto quando perde.

É isso.  Pra eles, só isso. Pra nós, tudo isso.

Para os fatos, entre os grandes, o primeiro.

abs,
RicaPerrone 


Querido Noel

dezembro 26, 2011

Querido Papai Noel;

Você quer me foder? Porra, Noel! Passo o ano todo falando mal do futebol europeu, arrebento o Iranildo argentino e tu fecha a porra do ano com um 4×0 dos caras em cima do Santos do Neymar?!

Tá, eu sei. Você vai me dizer que fez o Mumu sifu pra me deixar com razão. Mas precisava ser assim? Podia ser 2×1 numa alteração errada dele, uai!

Bom, foda-se.

Quero saber é de 2012.  Prepara ai que eu to exigente!

Fui um bom menino esse ano? Não. Mas e dai?  Você nem existe e quer me cobrar comportamento? Se enxerga, cara! Se não fosse a Coca-Cola você estaria na sarjeta até hoje.

Noel, vamos começar pelo óbvio. Dá saude pra mim, pra família, pro meu filhote e pros meus amigos. Os que eu não gosto ou que não gostam de mim você pode foder com gosto. Eu nem ligo, pode meter na lama mesmo, sem dó.

Dinheiro! Ah, que beleza! Capricha, tá? O senhor sabe, eu preciso comprar mil reais em bala juquinha. É meu sonho, e pra isso preciso ter sobrando. Logo, ajuda.

Tem olímpiada, velhote! Quero 20 medalhas! Mínimo de 8 de ouro.  Se vira.

Outra coisa que queria conversar contigo… Porque essa sua rivalidade com o presépio? Ou a pessoa tem presépio ou tem você. Não dá pra formar um “combo”?  Tipo um kit natal. Vem você, uma arvore, um presépio e um tapa ouvido pra não ter que aturar aqueles parentes malas que só aparecem no natal e se acham íntimos, manja?

Não, né?  Você é sozinho, não tem ninguém, mora nesse frio…  Você ia gostar da Vila Mimosa.

Noel, eu preciso de coisas pontuais.

Pro meu time, um técnico e um meia. Pra seleção, personalidade.

Pro futebol brasileiro eu queria ver o Galo e o Fogão campeões.  Preciso confirmar minha tese dos 12 grandes e tal…

Estadual é o caralho, hein?! Quero Copa do Brasil e Brasileirão. Formô?

A Libertadores você dá pra qualquer brasileiro, tanto faz.

Arruma uma maquininha anti-imbecil? Porra, toda vez que posto algo no blog eles parecem mosquitinho de banana. Surgem do nada!

Aliás, Noel…  Onde ficam os mosquitinhos de banana quando não tem banana em casa, hein?  Eu nunca vi um.

Nossa, velhote! Ia me esquecendo… Que história é essa do fim de Zezé e Luciano?! Você tá maluco em permitir isso?  Dá lá um calmante pro Luciano de natal, se vira!  Isso não costuma terminar bem.

Você separou Sandy e Jr e viu o que deu né… Ou o que ela deu, enfim.

Pro nosso país, dê paz e confiança. Noel, esse complexo de vira-lata daqui me irrita… Acabei de ir pros EUA, que é tipo um Kit Kat, um “Bis com grife”.  Eu prefiro meu Bis, viu?

Aliás, dá um livro de receita pros americanos. O povinho pra comer merda.

E o carnaval hein, velhote? Faz 10 anos que eu to pedindo pra voltar nas campeãs e você não resolve meu problema.  Vou mudar o pedido:  Ressuscita o Castor, pode ser?

Dê dinheiro, muito dinheiro, ao Muricy, Roth e Parreira. Quem sabe assim eles se aposentam e param de propagar o vírus da mediocridade em nosso futebol.

Me dê paciência. Acredite, eu preciso.

Me dê força pra não agredir certas pessoas. E me dê mais força ainda caso seja inevitável a agressão.

Me dê paz, porque eu não aguento mais tomar remédio pra stress.

Me dê saúde, me deixe perto de um bom samba, um bom churrasco e dos meus bons amigos.

Enfim, bom velhinho… Acho que é isso.

Ah, ia me esquecendo!

Dê paz e saúde a todo povo argentino. Meu pai me ensinou que é falta de educação rir de gente doente, então, deixe-os saudáveis pra eu poder continuar rindo da cara deles.

abs,
RicaPerrone 


12 Motivos para se casar comigo, digo, com um historiador.

dezembro 21, 2011

1. Nunca vai faltar assunto.

Historiador sempre tem uma história pra contar, é legal quando você tem um “figura” do seu lado que tem a cabeça ampla pra as mais diferentes conversas, assuntos, papos, e uma opinião formada mesmo daquilo, ele nunca terá problemas em ser “social” mesmo que seja tímido, tem papo pra tudo.

O único problema é quando o historiador contrariar sua família toda naquele almoço de domingo dizendo que tudo que todo mundo disse tá absolutamente errado e estragar o almoço err…

 

2. Ele dificilmente irá julgar sua família, amigos, etc…

Estudamos todo tipo de civilizações e forma de viver dos seres humanos, então é mais fácil a gente se surpreender com eventos naturais óbvios do que com os “complexos” seres humanos, pra estudar todo tipo de forma de vida de um ser humano é necessário tentar compreender aquele estilo de vida.

Também jamais irá julgar você pela aparência, ainda mais se ele for fã da teoria da sociedade da imagem.

Então, por consequência quebramos preconceitos, se você namora um historiador fica tranquilo quanto a aquele primo anti-cristo, aquele amigo esquisito, normalmente nunca será julgado, agora quanto a parte de tirar sarro, er não garanto.

 

3. Todo tipo de regra imposta o historiador normalmente não dá a mínima.

Então se sua preocupação era quanto a onde vai ser o casamento, se você foi “crismada” ou não, que seja, pro historiador é o de menos, ele se importa com tudo menos com os esteriótipos, isso se ele não tiver uma alergia a catolicismo, então naturalmente o importante é que a união dê certo, então ele fará de tudo para que a união mesmo dê certo e dificilmente irá se importar com o preconceito do povo.

 

4. Se você acredita em outras vidas, o historiador já está pagando sua dívida.

Porque provavelmente ele é professor, então todos os atos ruins da vida passada provavelmente ele já está resgatando como uma boa pessoa.

 

5. Você será trocado, mas fique tranquilo.

Será no máximo por um livro do Karl Marx ou do Max Weber.

 

6. No natal, aniversário, dia dos namorados, etc, você não terá problemas em presenteá-lo.

Você sabe que se você der aquele livro que ele tava querendo DAQUELE AUTOR que ele adora provavelmente ele vai ter orgasmos múltiplos de felicidade.

Ou então dê uma estatuazinha do deus Osíris, ou de Afrodite, qualquer coisa relacionada a mitologia que vai ter um ar de “uma pessoa que ama história mora por aqui” também é legal.

 

7. Ele tem pose de nerd mas isso não quer dizer que seja um.

E principalmente não quer dizer que ele seja certinho, quanto mais se estuda a humanidade menos afim de ser correto nos padrões da sociedade você fica, ele pode ser um capeta, mas tem aquela cara de pessoa certinha e esforçada, o que te poupa explicações, e ele sabe muito bem o que é ridículo pra sociedade e vai te poupar de certasvergonhas alheias.

 

8. Até os programas de índio vão ser interessantes pra ele.

Nada mais legal do que sentir na pele o que é ser uma sociedade livre do estado, sem regras, sem leis, sem naaada.

 

10. Não sabe em quem votar na eleição, pede um palpite pra ele!

Só não espere que ele vá sugerir que você vote em partido de direita, aliás se você votar em partido de direita será um motivo pra união ser questionada.

 

11. Ele pode parecer revoltado, anarquista, socialista, mas no fundo ele só quer o bem de todos.

Então você jamais estará do lado de uma pessoa individualista, pois como estudante de humanas ele sempre pensará no todo e não somente nele mesmo.

 

12. Quanto mais você estuda, mais medo de falar bobagem você tem.

Então pode contar com ele na hora de jogar na roda aquele assunto difícil, aquela lavação de roupa suja, normalmente ele vai ser bem cauteloso com as palavras, a não ser que você tenha testado demais o santo dele, ai eu já não garanto afinal, fazer história não é como fazer letras não é minha gente?

Do blog da tambem historiadora: http://miocitos.wordpress.com/


USP, o mito da segurança e espetacularidade das violências

novembro 18, 2011

Márcio Kubiak (cientista social, mestrando em desenvolvimento regional/FURB)

Aparelho repressivo e Estado

Foi-se a Ditadura, mas ficou o Estado, dono do aparelho repressivo, seu privilégio (e de quem pode pagar). O exercício da violência e da repressão é um monopólio, em geral, do Estado, democrático ou não. Dizer que o aparelho autoritário da ditadura foi-se embora e que a redemocratização trouxe um Estado de tipo novo é esconder contradições.

Essas afirmações procuram justificar uma tese: de que a situação ficou tão no fundo do poço, que não existem mais soluções, a não ser abrir mão de certos direitos ou, utilizando o termo da época, flexibilizar certos direitos. É um bom $negócio$ radicalizar.

Impossível negar que o aparelho estatal e seu privilégio da violência continuam a serviço dos mesmos lacaios de outrora. O autoritarismo e o paternalismo ainda contaminam o Estado. A corrupção tornou-se sistêmica e a existência de corruptos e corruptores se reproduz ao estilo coelho.

O mito da segurança

A segurança é tema do tempo presente: nela, um direito legítimo do cidadão é posto a serviço dos interesses privados e das grandes corporações: enquanto inúmeros países, com o incremento do seu desenvolvimento, produziram relações mais orgânicas entre comunidade e serviço de segurança pública, inclusive com o banimento de uso de armas letais em ações de rotina, aqui no Brasil, clama-se por Hollywood!

Sangue e castigo. Depois que racionalmente se demonstrou que mandar alguém pra cadeia complica exponencialmente a condição de vida do/da meliante, a moda agora, no mundo do fast-think, é #darpaulada, #matar e resolver as coisas assim. Sumiram as reflexões e ponderações éticas. Produtividade ao máximo.

Esta radicalização pode ser indício de que estamos a acreditar na não-solução. Mas, provoca-se: houve, algum dia, da aurora da humanidade aos dias logo ali na esquina, alguma solução para a questão da segurança?

Compartilho da idéia de que não. Viver sempre foi repleto de riscos. E as posses sempre foram visadas por bandidos do deserto, gangues urbanas, trupes medievais, bandos pré-históricos. Risco e Segurança (bom ler Anthony Giddens, sobre esse tema).  É como se em algum tempo da memória de alguém, tivesse existido um momento na história da humanidade em que os riscos eram diminutos e as pessoas eram solidárias e simpáticas e carregadas de comunidade em sua alma. E no nosso tempo presente, este é um mito contemporâneo.

Mas, também, é indício da mercantilização dos direitos – segurança de qualidade para quem tem grana e posses, R$1,99 para os demais. E é indício do poder e das relações de quem fatura com a indústria da segurança.

Direitos por segurança: troca bilionária

Mas esta análise, que foi pensada no momento em que a polícia realiza ocupação do campus da USP – Universidade de São Paulo, não quer cair no niilismo radical. Mesmo acreditando na impossibilidade da ausência dos riscos, as causas do aumento do risco devem ser investigadas pelo conjunto de agentes interessados para que se apontem alternativas. A questão, então, é de alternatividades. E mais: quais são as melhores alternativas não-violentas para tratar da questão da segurança?

E bom lembrar-se do Rio de Janeiro e de partes da Colômbia: a militarização da sociedade traz consigo novos bandidos, tão bem armados quanto os atuais e melhor acobertados pelo Estado. É bom lembrar-se dos casos de execução sumária de pobres, da ação violenta das polícias nos campos, da sua corrupção e da repressão a manifestações de pensamento. É bom, também, identificar o lobby das empresas de armas junto aos políticos, o tráfico internacional de armas, com o consentimento de grandes países e empresas.

Vende-se hoje o discurso da segurança porque ela é uma indústria bilionária. Vende-se hoje o discurso da segurança porque ela á uma indústria sanguinária, que alimenta outros bilhões em outra indústria, a da mídia e entretenimento. Vende-se hoje o discurso da segurança porque ela alimenta boas fotos para campanhas políticas. SE é fato que a nossa situação de segurança está se deteriorando, ela só aparece dentro da lógica que movimente seus bilhões.  Caso não mobilizasse grana e audiência, eu, tu, ele e nós, vizinhos, estaríamos decididamente mau servidos.

Democracia não deve ser um privilégio concedido aos pobres e pessoas comuns da sociedade, por parte dos ricos, quando melhor lhe convém aos seus lucros e interesses. Por exemplo, para exercitar o contraditório, que faz parte da ética jornalística, a atual cobertura dos meios de comunicação não tem se ouvido o outro lado, nesse caso, os estudantes que ocuparam o prédio, que tem a liberdade de se autointitular da maneira que melhor representa sua participação no mundo (não são apenas as empresas que podem se apropriar do simbólico para vender suas marcas). Apenas a versão da reitoria e da polícia e quando estudantes, mostram apenas os favoráveis a ação da polícia, em franca manipulação. E porque se manipula? Porque jornalismo virou negócio.

Por fim…

No caso da USP, uma manifestação legítima de pensamento expressada pelos estudantes, de que não é papel da polícia militar rondas no território universitário, tem-se transformado num espetáculo midiático levado a cabo por setores conservadores da sociedade que se aproveitam de sua situação privilegiada na política, na economia, na mídia e em outros espaços para destilar VELHAS ORTODOXIAS. Além da desconstrução do movimento, taxado de vagabundos, ocorre um contra-ataque desses setores do atraso depois da realização das marchas da maconha pelo Brasil, nos últimos anos. A questão não é ser a favor ou contra uso da maconha, mas como a sociedade vai dialogar com a diferença de modos de viver e experimentar o mundo. Ela não se reduz a isso. Não se engane: não é a maconha, estúpido!

Em torno desse relicário de velhas ortodoxias, reforça-se o discurso feito todo dia, como “pai-nosso e ave-maria”: mais polícia, mais polícia, mais polícia. Nem quando 50X50 da população for parte do corpo policial e a polícia dispor de arsenal nuclear, a questão estará resolvida. Isto é, o incremento da violência estatal, através das suas polícias, tem servido para preparar o caminho do futuro da humanidade.

E qual seria este futuro? Definitivamente, não é o futuro dos 99% da sociedade. É o futuro arduamente trabalhado e que vem sendo planejada para os benefícios do 1%. E qual seria o modelo do futuro idealizado pelo 1% da sociedade global? É a China. Maxiprodutividade do capital e autoritarismo estatal elevado. Para isso, fica como sugestão o poema de Eduardo Alves da Costa: No Caminho, com Maiakóvski.


Guerra Política entre religiosos e anti-religiosos: Após veto, estudante do Texas reza na formatura

novembro 11, 2011

Há muito tempo, falo dos embates ideológicos entre religiosos e anti-religiosos. Uma das esferas em que esse embate ocorre é a esfera política, que não deve ser ignorada. Recentemente, no Texas, um estudante pleiteou a proibição de uma reza por parte de sua colega oradora na formatura. E essa notícia pode nos ajudar a entender melhor esse conflito.

A notícia vai a seguir. Volto depois:

Após decisão judicial, aluna do Texas reza na formatura

(CNN) – Com o apoio de um Tribunal Federal para apelações, uma estudante de Texas rezou do pódio de sua formatura no Ensino Médio, no sábado.

“Se você gostaria de se juntar a mim ou não, sinta-se livre para fazer o que você considera melhor”, disse Angela Hildenbrand pouco antes de rezar na graduação de Medina Valley High School em Castroville.

“Deus, agradeço-vos o apoio de toda a comunidade através desta audiência caso”, disse ela.  Na quarta-feira, um juiz federal emitiu uma decisão proibindo Hildenbrand de realizar as orações na cerimônia de formatura.

A proibição, imposta pelo juiz Fred Biery da Corte Distrital dos EUA, chamou a atenção do governador Rick Perry e do Procurador-Geral do Estado Greg Abbott, que deram apoio a um apelo de emergência apresentado pela Medina Valley Independent School District na quinta-feira.

A ação original foi apresentada na semana passada por uma família cujo filho agnóstico frequenta a escola, cerca de 30 quilômetros a oeste de San Antonio. A família Schultz disse que seu filho iria sofrer “danos irreparáveis” se alguém rezasse na cerimônia de formatura.

O Quinto Circuito de Apelações reverteu a decisão na sexta-feira, dizendo que a família não tinha convencido o painel de três juízes de que “as orações individuais ou outras observações a serem dadas por alunos de graduação são, de fato, patrocinadas pela escola.”

Em uma declaração feita no  sábado, a família Schultz disse que não iria comparecer à cerimônia de formatura.

“Nossa família optou por não participar da cerimônia esta noite, porque não nos sentimos bem-vindos no evento e também porque mesmo tememos pela nossa segurança à luz de alguns dos comentários hostis do público”, disse a família em um comunicado divulgado pela grupo Americans United for the Separation of Church and State.

“A graduação é um rito de passagem importante para um jovem”, prossegue o comunicado, “e nós lamentamos que nosso filho não seja capaz de desfrutar este dia especial com seus colegas.”

Original: http://religion.blogs.cnn.com/2011/06/06/following-court-ruling-texas-student-prays-at-graduation/

Meus comentários

O pedido inicial do garoto é claramente exagerado.

Quem realmente sente “danos irreparáveis” simplesmente por ouvir uma pequena oração em público?

Só se fosse um doente mental (no sentido clínico do termo). Fora disso, a reclamação é quase incompreensível.

Sei que neo-ateus vão vir aqui reclamar “E se fosse com você? E se não fosse a sua religião?”.

Para responder isso, é só pensar em uma situação análoga.

Digamos que eu more em São Paulo e estudasse em uma região que fosse de maioria de alunos japoneses; além disso, todos esses alunos fossem adeptos de alguma forma de Budismo. Na formatura, um deles (o orador) diz que “Aos que quiserem acompanhar, sintam-se livres para fazer o que considerarem melhor”, recitando depois um mantra budista.

Qual seria meu problema (que sou cristão) com isso? Nenhum.

Como indivíduo, eu respeito e tolero esses japoneses. Eu não recitaria o mantra, mas não daria um chilique por existirem budistas.

A tolerância não está na SUPRESSÃO do outro indivíduo (no caso, os budistas), mas entendê-lo como ele é.

A idéia de IMPEDIR e BANIR a manifestação espontânea de um grupo de pessoas se baseia na SUPRESSÃO do outro, que é a concepção errada da tolerância.

Portanto, essa reclamação não funciona.

A outra seria de “E se fosse uma frase ateísta?”.

Aí, como já expliquei em outro post, a coisa seria um pouco diferente.

O ateísmo pode ser considerado como uma filosofia de negação, pois ele não é algo que “agrega” a alguém -ele é só a negação do que o outro acredita. Já o Budismo e o Cristianismo seriam filosofias de afirmação, pois eles são, de uma forma brusca, “upgrades” ou “adições” na cosmovisão individual.

Dizer uma frase como “A crença em Deus é a crença ilógica e irracional na existência do improvável” (somente uma “negação” e um puro desafio) é diferente de “Obrigado, Deus, pela Sua proteção e amor” (que seria uma frase “positiva”).

Mas se fosse alguma visão particular adotada pelos ateus, como o humanismo secular (que já é uma filosofia de afirmação) e a a maioria dos alunos preferisse assim, teríamos de novo uma situação similar. Digamos que o humanista secular dissesse na formatura algum tipo de slogan do HS, em uma padrão parecido com: “Se você quiser se juntar comigo, sinta-se livre para fazer o que achar melhor. Pela constante luta pelo lugar do ser humano na terra e harmonia entre todos em um outro mundo melhor”.

Eu também não teria problema algum nesse caso. Respeitaria o desejo dos humanistas seculares.

Se alguém levar a sério a história de “danos irreparáveis” por ouvir a oração, então seria só perguntar: “E se todos os outros alunos alegassem danos irreparáveis ao NÃO fazer a oração?”. Daria no mesmo, multiplicado por várias vezes.

Não há saída para o objetor. A reclamação é absurda.

E sendo absurda, como podemos entender ou explicar melhor esse tipo de situação?

Simples.

Por uma análise de um EMBATE IDEOLÓGICO entre religiosos e anti-religiosos.

Já podemos suspeitar disso quando a organização Americans United for the Separation of Church and State entrou no jogo.

Podia ser o caso de não haver nenhum incômodo real, mas um mero avanço de agenda para continuar o plano de guerra cultural contra a religião, dessa vez no plano político e judicial.

O meio, o motivo e a oportunidade existiam.

Se eles vencessem, imagine só que grande precedente não iriam abrir para banir em mais e mais lugares o sentimento religioso?

E esse tipo de comportamento baixo é exatamente o que se pode esperar em uma disputa política.

Se isso for verdade, sinto até pena do filho do casal, que deve ter sido usado como bucha de canhão por parte de ateus fanáticos.

Mas paciência.

Em casos como esse, só nos resta lutar.

Isso antes de a situação ficar crítica ao ponto de não ter mais volta.

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Do maravilhoso blog, quebrando o encanto do neo ateismo.

http://teismo.net/quebrandoneoateismo/


Gaiola das Cabeçudas

outubro 28, 2011

Cultura, funk e literatura.